Cheguei na Bahia no dia 5 de agosto de 1946, a bordo de um pequeno vapor da Companhia de Navegação Costeira, o Comandante Capella. Era um navio muito velho e vagaroso, que fazia sua última viagem. Levamos um longo tempo para chegar do Rio de Janeiro [...] Tarde da noite o Comandante Capella chegou à Baía de Todos-os-Santos. Da cidade distinguiam-se apenas as luzes de um anúncio publicitário instalado na Praça Municipal. A alegria era tamanha a bordo que se mostrou inútil tentar dormir até o amanhecer. Foi então que assisti, pela primeira vez, a maravilhosa orquestra de garrafas vazias e pratos, batidos na cadência do samba de roda, e o som agradável que podem produzir as batidas ritmadas dos dedos sobre uma caixa de fósforos, acompanhando a letra de uma modinha sentimental ou irônica. Do convés do navio vimos nascer, na madrugada, os primeiros reflexos do sol, destacando-se deste fundo, as silhuetas das torres das igrejas da Cidade Alta. 
Pierre Verger

Salvador P&B
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